Visão geral: como o Debian é transformado no GNUcego.
O GNUcego parte do Debian GNU/Linux e aplica três transformações fundamentais para se tornar uma distribuição 100% livre (em conformidade com as Free System Distribution Guidelines — FSDG da FSF):
contrib, non-free e non-free-firmware são excluídas do espelho; só sobra main.
┌──────────────────────────┐
│ Debian upstream │ (ftp.br.debian.org)
│ trixie (exu · estável) │
│ forky (ogum · teste) │
└──────────┬───────────────┘
│ debmirror (sync-debian-mirror.sh)
│ filtra só "main"
▼
┌──────────────────────────┐
│ repo.gnucego.com.br │ (/media/wellton/backup/debian)
│ - dists/stable (exu) │ ← rebrand "GNUcego" + re-assina GPG
│ - dists/testing (ogum) │ ← fix-releases.py
│ - dists/gnu │ ← IceCat (Trisquel) + linux-libre (Freesh)
│ - pool/… │
└──────────┬───────────────┘
│
├──────────────────────────────────────────────┐
▼ ▼
┌─────────────────────────┐ ┌─────────────────────────┐
│ NETINSTALL (~41 MB) │ │ LIVE MATE (~2.3 GB) │
│ debian-installer │ │ MATE + Calamares │
│ + preseed │ │ + variantes │
│ + hooks no initrd │ │ (cinnamon/i3wm/gnome) │
└─────────────────────────┘ └─────────────────────────┘
A imagem mínima usa o debian-installer (o instalador oficial do Debian, que é pequeno e baixa os pacotes pela rede). Para personalizá-lo, o GNUcego:
preseed.cfg que automatiza a instalação e aponta para o espelho próprio.initrd com hooks que adicionam a chave GPG do repositório GNUcego, injetam a task do i3wm e garantem que o kernel Linux-libre seja instalado direto (sem kernel Debian residual).postinstall.sh ao final (via late_command) que aplica a identidade: GRUB vermelho, wallpaper, fastfetch, locale, etc.A imagem completa é um chroot com o MATE já instalado e configurado, empacotado em um squashfs (compactação zstd). O instalador é o Calamares, que copia o squashfs para o disco. As variantes (Cinnamon, i3wm, GNOME) usam o mesmo chroot com uma sessão do LightDM diferente.
| URL | Conteúdo | Origem |
|---|---|---|
repo.gnucego.com.br exu main | Debian stable (trixie) filtrado — codinome exu | debmirror de ftp.br.debian.org |
repo.gnucego.com.br exu-security | Atualizações de segurança | security.debian.org |
repo.gnucego.com.br exu-updates | Atualizações gerais | ftp.br.debian.org |
repo.gnucego.com.br ogum main | Debian testing (forky) — codinome ogum | debmirror de ftp.br.debian.org |
repo.gnucego.com.br gnu main | GNU IceCat + GNU Linux-libre | Trisquel + Linux-libre (Freesh) |
29BA79EBD86228A8), e o campo Origin/Label de cada Release é reescrito para GNUcego. Isso garante que o sistema se apresente como GNUcego (e não "Debian") e que só haja software da seção main.
A identidade do GNUcego é preto e vermelho (as cores do morcego, mascote do projeto), aplicada em toda parte:
GNUcego-Dark (baseado no BlackMATE), com seleção/hover em vermelho #e42132.O GNUcego usa codinomes brasileiros em vez dos nomes de brinquedos do Toy Story usados pelo Debian (trixie/forky):
| Codinome | Versão | Significado |
|---|---|---|
exu | Estável | O orixá que abre caminhos — a versão sólida e confiável. |
ogum | Teste | O orixá do ferro e da forja — a versão em constante transformação. |
exu/ogum são ASCII puro (sem acento), evitando qualquer problema de codificação. Internamente, o espelho ainda sincroniza dos diretórios trixie/forky do Debian upstream (que continua a chamá-los assim), mas o usuário final vê apenas exu/ogum — no os-release, no sources.list, no GRUB e no site.
Aqui termina a visão geral. Veja agora, em detalhe: